Amor
Há uns dias, a Maria foi cantar o salmo a umas bodas de prata.
Algo muito simples, mas que ficou muito bonito pela simplicidade de toda a cerimónia e pelo facto de ser uma pequena surpresa também.
Felizes os que amam, diz o salmo.
Já fomos a alguns casamentos, todos repletos de amor e momentos lindos que nos enchem o coração e fazer parte deles só nos faz sentir felizes e maiores pela honra de nos deixarem partilhar esses momentos tão únicos e pessoais.
Nunca houve perguntas. Nas bodas apareceram as perguntas...
Porque não te casaste?- diz a mais velha; quando te vais casar a mais nova, ao que que me ri e respondi nunca. Já estou velhinha para isso.
São pequenas ainda para mais explicações, mas são "grandes" o suficiente para saberem com quem não caso. A vida é assim. Não se deu e não se dará.
Sou "velhinha" o suficiente para saber que sou completa, sem essa urgência de alguém;
sou "velhinha" o suficiente para saber o que não quero;
sou "velhinha" o suficiente para saber quem não quero;
sou "velhinha" o suficiente para não ter estômago para os que são muito fogo de vista;
sou "velhinha" o suficiente para saber que o bonito é muitas vezes, muito feiiinho onde realmente importa.
e sou "velhinha" o suficiente para saber que sou muito difícil de aturar :D e que complico o fácil, mas lá está, sou assim.
Que continue a sentir a felicidade que me rodeia em muitos sítios e que continue a ter "entendimento" para tudo o resto.
O meu amor é feminino e grande e feliz, nas pequenas coisinhas do dia a dia. E que um dia, elas entendam o porquê e também elas tenham a capacidade de entender o mesmo. (de preferência mais depressa que a mãe! :D)
Felizes os que amam!
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