feeling
"Os dias têm sido estranhos...começou segunda com aquela data...
terça com o "descarrilar" dos meninos novamente, infelizmente, e o meu pânico imediato. Será que voltávamos ao mesmo? fui correr, para não pensar em nada.
quarta feira, doía-me tudo. subir as escadas foi um espectáculo. cantar na catequese uma pequeno martírio na coreografia da música.esta irritação comigo própria por ter tempo e ainda não o saber usar e acabar por me deixar, literalmente, adormecer vezes de mais....
esta incerteza de poder ficar cá mais um ano a trabalhar e de saber que está, em parte ao meu alcance,...mas acima de tudo esta coisa estranha que tenho sentido. não sei explicar, por mais que tente. é mesmo estranho e só alivia quando corro, porque aí não penso em nada. concentro-me apenas no respirar; inspira, expira, inspira, expira,... porque não o consigo fazer no dia-a-dia; inspira, expira, inspira, expira...
amanhã, o que será?
enquanto escrevo isto, não consigo evitar o tal sentimento que não explicar, mas que esta semana me tem consumido intensamente e que me faz verter lágrimas parvas e teimosas que se recusam a ficar onde devem.
ao falar com a minha mãe, apercebi-me de uma coisa que me assusta imenso e me faz sofrer: o não saber. desde a morte do michael que tenho este medo... o não saber. consequentemente, não saber quando confiar no que me é dito."
enquanto escrevo isto, não consigo evitar o tal sentimento que não explicar, mas que esta semana me tem consumido intensamente e que me faz verter lágrimas parvas e teimosas que se recusam a ficar onde devem.
ao falar com a minha mãe, apercebi-me de uma coisa que me assusta imenso e me faz sofrer: o não saber. desde a morte do michael que tenho este medo... o não saber. consequentemente, não saber quando confiar no que me é dito."
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