"o véu pintado"
Sexta-feira à noite. Comecei a ler o livro por volta da 1 da manhã e dei por mim completamente presa ao mesmo… 5 da manhã, dormi. Quase que o acabei.
Há muito que isto não me acontecia com um livro.
Não é um daqueles livros de finalzinho feliz convencional e incrivelmente pouco realista. È um daqueles livros em que a dureza da realidade se escreve em palavras simples e despretensiosas e descrevem a verdade dos nossos sentimentos no que eles têm de mais sombrio e absurdamente sincero.
A alegria da morte da esposa que se aturou anos a fio e a libertação pela morte, a falta de respeito, o amor no silêncio, a obsessão, a admissão do nosso dark side…
“Parecia-lhe que pelo menos as últimas semanas lhe tinham ensinado que, se por vezes é preciso mentir aos outros, é sempre deplorável mentir a si própria.”
“Eu não me sinto humana. Sinto-me um animal. (…) Foi o animal que existe dentro de mim, negro, temível como um espírito maligno, e esse, eu renego-o, odeio-o e desprezo-o. (…)”.
Há muito que isto não me acontecia com um livro.
Não é um daqueles livros de finalzinho feliz convencional e incrivelmente pouco realista. È um daqueles livros em que a dureza da realidade se escreve em palavras simples e despretensiosas e descrevem a verdade dos nossos sentimentos no que eles têm de mais sombrio e absurdamente sincero.
A alegria da morte da esposa que se aturou anos a fio e a libertação pela morte, a falta de respeito, o amor no silêncio, a obsessão, a admissão do nosso dark side…
“Parecia-lhe que pelo menos as últimas semanas lhe tinham ensinado que, se por vezes é preciso mentir aos outros, é sempre deplorável mentir a si própria.”
“Eu não me sinto humana. Sinto-me um animal. (…) Foi o animal que existe dentro de mim, negro, temível como um espírito maligno, e esse, eu renego-o, odeio-o e desprezo-o. (…)”.
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