Amizade

A amizade é algo tão estranho. Não acham?
Ouço muitas vezes os "meus amigos" a dizerem-me como são meus amigos e coisa e tal e tu sabes bem disso.
Pois sei! Pois sei muito bem que os meus supostos "amigos" não sabem o que a palavra amizade significa; melhor, nada sabem sobre o verdadeiro conceito de amizade.
Na minha óptica, eles conhecem a palavra o que não conhecem é o conceito!!
De manhã, és meu amigo. À tarde, se te vir, continuo teu amigo; senão, conheço-te mas não te conheço. Percebes? Têm horas marcadas para a amizade.
Felizmente, para mim, aprendi essa lição há algum tempo atrás e, por isso, não caio na mesma asneira outra vez.
É claro que somos todos amigos; apenas uns são mais amigos que outros.

Os meus amigos, e digo-o de boca cheia com orgulho por ter poucos mas bons, conhecem-se sempre e a qualquer hora do dia e sabem sempre com o que podem contar. Estão lá quando preciso e não apenas para mudar algumas coisas de sítio.
É mentira tudo o que dizem sobre a lógica da amizade e da distância.
A distância não mata a amizade. A distância existe apenas para quem quer que ela existe , muitas vezes, a distância è maior quanto menor é a terra que nos separa.

Aos meus amigos, quase todos distantes, mas demasiado perto para serem esquecidos: obrigada por o serem!
Obrigada por me mandarem dar uma volta quando preciso e por me enviarem mails que me fazem sorrir e chorar...

Lembrei-me de falar disto, porque me lembrei de ti e me deu uma vontade imensa de te telefonar, para te perguntar como estás e de ficar à espera da resposta. Só isso...

fiquem bem

p.s. - os miúdos na escola são excelentes e têm, realmente, aprendido algo. Sinto-me feliz



Comentários

Lídia disse…
Ost deste post: Tom Waits, track 4 que desconheço o nome de um cd de músicas do acaso.
Anónimo disse…
Que fetiche é este, etiqueta de pseudo-entendidos em assuntos de amizades, que ganha cada vez mais experts em "avaliações de amizade"?
É que, de repente, passou a ser moda a assumpção de dizer a "boca-cheia" que "os amigos querem-se poucos, mas bons"; que os há mais a fingir do que a serem-no; que os "amigos" nem sempre são amigos...
Já agora: aos fornecedores de empresas, aos representantes de marcas, aos vendedores de qualquer-coisa, aos carteiros, ao homem, de quem não sabemos o nome, que nos deixa o pão à porta: CUIDADO! De repente, ao contrário de no-antigamente, ser honesto não chega; E este fetiche de julgar o tamanho do valor dos outros, pela nossa própria ambição e vaidade, ainda vos será placado.
E não haverá então, homens para pôr o pão à porta, suficientemente grandes para a nossa grandeza...
A grandeza de escolher amigos: poucos, mas bons.
É que muitos e bons(?!), não existe. A não ser, claro, que os paspalhos sejamos nós.
Mas sabeis?... feliz paspalho que eu sou(!); o de ter muitos e bons e fracos e distantes e próximos e pretos e brancos e feios e lindos e ricos e pobres e conscientes e inconscientes... amigos.
E sabeis porquê? Porque, ainda que saiba que não o fizésseis por mim, eu por vós... faria tudo.

E afinal?... como lhe chamaremos a esse fetiche(antagonia do fetiche de abertura)? Respeito? Tolerância? Ou, ironia das ironias, amizade?
Lídia disse…
Não é uma questão de fetiche. É apenas colocar os pontos nos iis quanto à distinção entre amigos e conhecidos. Tenhos muitos conhecidos, tenho (felizmente) muitas pessoas que me prezam, mas a quem eu não confiaria alguns aspectos da minha vida. Porque não são meus amigos.
Ao contrário do que diz, caro gato pardo, eu faço sempre o que estiver ao meu alcance por todos. Mesmo sabendo que a mesma pessoa a quem ajudei, já me injuriou ou não foi correcta comigo e que o vai voltar a fazer depois da minha ajuda. Não excluo ninguém na ajuda que posso dar.
Mas isso não significa que lhes confiaria as alegrias ou tristezas da minha vida.

Se eu sou amigo de alguém, preocupo-me com ele e coloco-o acima da minhas preocupações. Como se faz com a família. Mesmo que por vezes as pessoas não se apercebam que assim é.

Mensagens populares