l'amour or something like it
Mais uma vez me deito a horas proibitivas para alguém que trabalha... desde sempre, tive esta mania de trabalhar quando todos os outros, aqueles que não se estão a divertir, estão a dormir. Manias...
Ainda por cima, passei o dia com vontade de escrever sobre qualquer coisa. Agora, é um pouco mais difícil escrever. há quem leia o meu blog e eu conheço lhes as caras, por isso, torna-se mais complicado certas frases, certos textos, certos sentimentos.
Fez ontem, precisamente, três anos que estou sozinha. Não sozinha numa visão demasiado dramática da vida em que tudo é visto no egoísmo da existência dos nossos pequenos e sujos umbigos. Sozinha, sem alguém masculino com quem partilhar certas coisas, sobretudo as sombrias...
A minha mãe e restante vizinhança feminina no meu norte dizem que a culpa é minha porque ainda espero pelo filho do Rei da Espanha (Ora, esse já se foi...) ou que talvez esteja à procura do homem perfeito (supostamente morreu há alguns séculos atrás, crucificado numa cruz... mais outro que se foi...), dizendo as sábias vozes dessas mesmas vizinhas, que curiosamente se preocupam comigo de uma forma tão engraçada e familiar, e que se dão ao trabalho de levantar a questão sempre que encontram a minha progenitora certamente preocupadas com a minha nova possível profissão, tia, que homens perfeitos não há, tal como não há mulheres perfeitas. Minhas queridas, essa parte já eu aprendi... mas agradeço o conselho humildemente!
Ontem, enquanto víamos pela milésima vez "O Diário da Princesa" enquanto lanchávamos, afirmei aquilo que provavelmente já pensava há muito, mas ainda não tinha verbalizado: perdi a paciência. Para ver certos filmes melosos, certas frases feitas e certas cenas do quotidiano das relações.
Perdi a paciência para aquela parte em que boy meets girl e daí logo se vê o que acontece. Bom, acho que, na realidade, isso nunca me aconteceu!
As coisas sempre me aconteceram doutra forma. Comecei sempre da amizade para o resto.
No entanto, a vida dá certas voltas e observo que a prática corrente é ver alguém giro algures e ... pronto! Acho que desço de divisão se tiver de usar esta táctica!!!
Chamem tonta ou simplesmente burra, mas não consigo. Sou da velha guarda em que se olhava primeiro para o que a pessoa valia e não para o seu rabo, entre outros itens, em que se conheciam pessoas apenas pela convivência e não com outros fins.
Entenda-se que o amor requere paciência, algum trabalho, respeito e sobretudo doacção...
Entenda-se que estou em paz comigo própria e não estou de todo de costas voltadas a esse sentimento magnífico que é amar alguém, porque ainda sei o que isso significa. Eu ainda sei amar e amo muito a minha vida, as pessoas que dela fazem parte e todos os pequenos detalhes que nela se vão pintando e cada vez mais sei amar esses momentos.
Entenda-se apenas que é complicado confiar, depois de tudo, depois de nós próprios.
A notar: O episódio de ontem da sitcom britânica na rtp2.
Ainda por cima, passei o dia com vontade de escrever sobre qualquer coisa. Agora, é um pouco mais difícil escrever. há quem leia o meu blog e eu conheço lhes as caras, por isso, torna-se mais complicado certas frases, certos textos, certos sentimentos.
Fez ontem, precisamente, três anos que estou sozinha. Não sozinha numa visão demasiado dramática da vida em que tudo é visto no egoísmo da existência dos nossos pequenos e sujos umbigos. Sozinha, sem alguém masculino com quem partilhar certas coisas, sobretudo as sombrias...
A minha mãe e restante vizinhança feminina no meu norte dizem que a culpa é minha porque ainda espero pelo filho do Rei da Espanha (Ora, esse já se foi...) ou que talvez esteja à procura do homem perfeito (supostamente morreu há alguns séculos atrás, crucificado numa cruz... mais outro que se foi...), dizendo as sábias vozes dessas mesmas vizinhas, que curiosamente se preocupam comigo de uma forma tão engraçada e familiar, e que se dão ao trabalho de levantar a questão sempre que encontram a minha progenitora certamente preocupadas com a minha nova possível profissão, tia, que homens perfeitos não há, tal como não há mulheres perfeitas. Minhas queridas, essa parte já eu aprendi... mas agradeço o conselho humildemente!
Ontem, enquanto víamos pela milésima vez "O Diário da Princesa" enquanto lanchávamos, afirmei aquilo que provavelmente já pensava há muito, mas ainda não tinha verbalizado: perdi a paciência. Para ver certos filmes melosos, certas frases feitas e certas cenas do quotidiano das relações.
Perdi a paciência para aquela parte em que boy meets girl e daí logo se vê o que acontece. Bom, acho que, na realidade, isso nunca me aconteceu!
As coisas sempre me aconteceram doutra forma. Comecei sempre da amizade para o resto.
No entanto, a vida dá certas voltas e observo que a prática corrente é ver alguém giro algures e ... pronto! Acho que desço de divisão se tiver de usar esta táctica!!!
Chamem tonta ou simplesmente burra, mas não consigo. Sou da velha guarda em que se olhava primeiro para o que a pessoa valia e não para o seu rabo, entre outros itens, em que se conheciam pessoas apenas pela convivência e não com outros fins.
Entenda-se que o amor requere paciência, algum trabalho, respeito e sobretudo doacção...
Entenda-se que estou em paz comigo própria e não estou de todo de costas voltadas a esse sentimento magnífico que é amar alguém, porque ainda sei o que isso significa. Eu ainda sei amar e amo muito a minha vida, as pessoas que dela fazem parte e todos os pequenos detalhes que nela se vão pintando e cada vez mais sei amar esses momentos.
Entenda-se apenas que é complicado confiar, depois de tudo, depois de nós próprios.
A notar: O episódio de ontem da sitcom britânica na rtp2.
Comentários
Tens uma boa solução: começa outro. Este até já tinha acabado, de qualquer maneira, não era?
Abraço
Ricardo Mouro
obrigada pela visitinha!
aparece sempre que te apetecer!